O auditorio municipal de Arbo acolle a exposición ‘Historia dunha emigración difusa, 500 anos de emigración galega a Lisboa’

22/07/2008 at 10:03 1 comentario


O auditorio municipal de Arbo acolle a exposición gráfica e audiovisual “Historia dunha emigración difusa, 500 anos de emigración galega a Lisboa”. Trátase dunha producción de Acuarela Comunicación coa colaboración do Centro Galego de Lisboa, o concello de Arbo, a Deputación Provincial e a Secretaría Xeral de Comunicación e a Secretaría Xeral de Emigración da Xunta de Galicia.
Esta obra forma parte dunha serie de producións que Xan Leira presentará nos próximos meses, por mor do Centenario da Xuventude da Galiza – Centro Galego de Lisboa.
A exposición ofrece unha visión analítica e reflexiva do fenómeno da emigración galega a Lisboa, facendo un percorrido polos máis de 500 anos da súa Historia, a través do testemuño de investigadores deste tema e dos propios emigrantes que, nalgúns casos,as súas familias emigraron no século XVI. Para isto, levouse a cabo unha ardua laboura de investigación histórica e contouse coa participación de máis dun centenar de emigrantes, que son a última xeración dunha tradición migratoria que se remonta á Idade Media.
Varios dos participantes na exposición coincidiron en destacar un aspecto: A Lisboa de hoxe en día non se pode entender como tal sen ter en conta a aportación secular dos emigrantes galegos. A presenza galega aínda pervive con forza e percíbese en cada esquina da cidade alfacinha, as mesmas que ocupaban ata hai 50 anos os mozos de recados galegos á espera de algún encargo; en cada fonte e chafariz, onde aínda rezuman os ecos das voces dos aguadeiros galegos; en cada un dos moitos restaurantes e pensións da capital, aínda en mans de galegos, herdados en moitos casos dos seus pais, que a súa vez herdaran
dos seus; en moitos dos pratos que se comen a diario como propios da gastronomía olisiponense.
Pero o certo é que todo isto non é coñecido pola gran maioría dos lisboetas; nin pola práctica totalidade dos galegos. Tense estudado a emigración galega cara a Castela, América e mesmo cara a Europa e o resto de España, mais non se lle ten prestado atención á emigración que se dirixiu cara o pais irmán, con algunhas excepcións, coma a do Profesor Domingo Lopo, da Universidade de Santiago de Compostela, que colabora nesta exposición.
Na súa traxectoria, Acuarela Comunicación sempre ten apostado pola recuperación da memoria
histórica. Por iso, cando comezamos a traballar neste proxecto a ilusión foise apoderando máis e máis a medida que nos íamos adentrando no tema e sentiamos con forza que estabamos diante dun achádego histórico construído polo esforzo discreto e silenciado de millleiros de homes, nenos e mulleres emigrantes que dende hai aproximadamente 500 anos, veñen construíndo o patrimonio material e inmaterial da cidade de Lisboa. A divulgación desta historia, reflectida na obra multimedia e multidisciplinar de Xan Leira, ven poñer xustiza e recoñecemento a unha das historias migratorias máis antigas e importantes das que se deron na Historia de Galiza. ¡Tan importante como descoñecida!

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1 comentario Add your own

  • 1. Xose Pinto  |  23/07/2008 ás 04:46

    Qual a diferença entre Galécia (em latim Gallaecia ou Callaecia) e a Galiza e o seu povo? E a relação com Portugal?

    Desde que o Reino da Galiza foi ocupado pelos castelhanos assistiu-se a uma desculturização do povo galego não só a nível do idioma galego-português com a sua desalfebetização como também na distrução da História da Galiza. Por isso convém repor o seguinte:

    1- Quando os romanos chegaram à peninsula Ibérica.

    Quando os romanos chegaram à peninsula Ibérica encontraram um povo com uma origem e dialeto comum descendentes de celtas, lusitani, cónios e gróvios (mais tarde seriam também assimilados visigodos e suevos) em toda a parte ocidental atlântica.

    Dividiram este povo administrativamente em duas províncias a Galécia (em latim Gallaecia ou Callaecia) e a Lusitânia (em latim Lusitania).

    A Galécia ficava a norte do rio Douro. A cidade mais importante e capital histórica era Bracara Augusta, a actual cidade Portuguesa de Braga.

    A Lusitânia era todo o território do actual Portugal a sul do rio Douro, a província da Extremadura Espanhola e parte da província de Salamanca. A cidade mais importante e capital histórica era Ermita Augusta actualmente a cidade de Mérida na Extremadura Espanhola.

    2- Ocupação muçulmana e reunificação dos povos da Galécia e Lusitânia. Nascimento do Reino da Galiza:

    Os muçulmanos ocuparam todo o sul da peninsula Ibérica, incluindo toda a Lusitânia pelo que o seu povo reunificou-se a norte do rio Douro com os habitantes da antiga Galécia formando e reforçando o Reino da Galiza. Numa segunda fase o Reino da Galiza conquista aos muçulmanos as terras entre o rio Douro e Tejo com a excepção das cidades de Lisboa e Santarém. Por isso os galegos e portugueses são simultâneamente lusistas e galeguistas.

    3- O Reino da Galiza como Nação solidificada desde o norte da actual Galiza até ao rio Tejo.

    O Reino da Galiza tinha um povo com origem comum, com a mesma matriz humana (descendentes de celtas, lusitani, cónios, gróvios, suevos e visigodos diferente dos castelhanos) com idioma próprio e formado desde o século IX. Correspondia aos territórios que hoje fazem parte a Galiza, municípios vizinhos galegofalantes e Portugal até ao rio Tejo. A cidade portuguesa de Santarém era o território a sul do Reino da Galiza onde começava o Reino muçulmano.

    4- Portugal é fundado e desenvolvido por galegos do sul do rio Minho que não se queriam separar dos do norte como queria o Rei de Leão.

    Na época o Reino da Galiza era dependente do Reino de Leão de Afonso VI . O Rei da Galiza não conseguia conquistar aos muçulmanos as cidades de Lisboa e Santarém. Por isso o rei de Leão entregou o governo das terras galegas a sul do rio Minho ao primo do Rei da Galiza Conde D. Henrique, criando assim o Condado Portucalense e separando-o do Reino da Galiza, para prestar vassalagem directamente ao Reino de Leão, o que provocou um grande descontentamento entre a nobreza galega.

    Os galegos a sul do rio Minho não se queriam separar dos do norte para dependerem directamente do Rei de Leão. O cidadão galego D. Afonso Henriques apoiado pela nobreza galega revoltou-se e nascia, em 1139, o Reino de Portugal e a sua primeira dinastia, com o Rei Afonso I de Portugal (D. Afonso Henriques). Só a 5 de Outubro de 1143 é reconhecida a independência de Portugal pelo rei Afonso VII de Leão e Castela, noTratado de Zamora, assinando-se a paz definitiva.

    5- A sul do rio Tejo expande-se a cultura galega através dos portugueses que assim começaram a ser conhecidos depois da fundação de Portugal.

    Os galegos do sul do rio Minho comandados pelo cidadão galego D. Afonso Henriques primeiro Rei e fundador de Portugal, após a independência conquistaram aos muçulmanos todos os territórios a sul do rio Tejo que fazem parte do Portugal de hoje. Após as conquistas esses territórios foram povoados por galegos que se misturaram com os poucos muçulmanos que ficaram. Mais tarde as ilhas dos Açores e Madeira foram descobertas desabitadas e foram povoadas por portugueses que na verdade são galegos que cambiaram de nome após a independência. Devido à expansão dos portugueses por todos os continentes do mundo principalmente no século XVI foram assimilados nos séculos seguintes um pouco de povos de todos os continentes . Isso nota-se principalmente nas maiores cidades. Contudo as origens, raízes e a matriz da Nação portuguesa é galega.

    6- O idioma galego começou a ser conhecido internacionalmente como português porque o galego foi extinto OFICIALMENTE pelos castelhanos após a ocupação.

    O idioma galego teve setecentos anos comuns a Portugal e Galiza de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do século XIV e princípios do XV provoca a subordinação da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados “Séculos Escuros”. O galego em Portugal, por seu lado, durante este período gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora do domínio linguístico do castelhano. Após a criação do Reino de Portugal o galego começou a ser chamado de galaico-português ou galego-português.

    Durante os “Séculos Escuros” de opressão castelhana o idioma galego foi extinto oficialmente e imposto a castelhano na Galiza. Só nos meios rurais e familiares continuou a ser falado. Os galegos foram desalbefabetizados no seu idioma materno e bombardeados com o castelhano.

    Pelo contrário os portugueses durante esses séculos tiveram a maior expansão da sua História, a língua que falavam era a usada por todos nas transações comerciais por toda a África oriental e ocidental, Brasil, Canadá atlântico, Índia e toda a Ásia incluíndo o Japão e China. O idioma que os portugueses falavam por todos os continentes era o galego-português, mas estava extinto pelos castelhanos na própria Pátria Galega por isso começou a ser olvidada a palavra galego restando só português como o nome do idioma.

    7- Porquê então a RAG nos está a criar um novo idioma com norma escrita diferente se o galego com desenvolvimento livre foi conservado pelos portugueses?

    É uma questão meramente política. O receio que alguém ainda tem, que a Galiza se torne independente se tiver um idioma, com uma norma escrita de valor internacional. O português/galego é o idioma oficial de 10 países, incluindo a Região Autónoma de Macau na China. Adiciona ainda o facto que sem ser idioma oficial é também a língua materna de milhões de pessoas de territórios em vários continentes, com destaque para a Índia no antigo Estado Português da Índia ( Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar-Aveli) que foi português durante 5 séculos.

    É também língua oficial das principais organizações mundiais como na União Africana, no Mercosul e na União Europeia.

    É a língua materna de mais de 300 milhões de pessoas de países de todos os continentes do mundo.

    Se o verdadeiro galego, conhecido hoje como português devido à opressão na Galiza pelos castelhanos não valorizasse o nosso país os españolistas não o tentavam afastar dos galegos o mais possível com a invenção do “portuñol”, gastando com isso muitos milhões de euros dos nossos impostos. O galego-português é um dos idiomas mais falados e importantes no mundo.

    O “portuñol” da RAG não tem qualquer futuro e é uma arma para destrocer e destruir o que resta do galego na Galiza.

    Na verdade o galego do século XXI é o português tudo o resto é política de destruição da nossa cultura e idioma materno.

    Faça como eu, diga não ao “portuñol” tente escrever o melhor galego-português que sabe. Se escrever com erros não se importe será sempre melhor e mais digno do que escrever em “portunhol”. Defenda as nossas origens e cultura. Escrever em Galego- português é a única forma de honrar os nossos antepassados que foram oprimidos e obrigados a falar uma língua estrangeira no seu próprio país.

    Veja estes vídeos:

    http://br.youtube.com/watch?v=OYhq7FNL9kk

    http://br.youtube.com/watch?v=6UzwWh91UVc&feature=related

    http://br.youtube.com/watch?v=uTvVnW8tC3o&NR=1

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